Na verdade, o meu horário nas segundas-feiras das 10h às 12h é reservado para fazer minha redação semanal. Mas, antes de começar a escrevê-la, resolvi dar uma olhada no blog de Flávia Suassuna, "Trança". Por diversas vezes, Flávia, durante a aula, enquanto falava de suas aventuras diárias, nos convidou a olhar o seu blog. Confesso que sempre tive preguiça de ler aqueles textos enormes. Hoje, no entanto, acordei inspirada; acho que a palavra mais correta é "disposta".
Li dois textos daqueles beeem grandes e me emocionei, de fato, ao ler os dois. Um deles falava da perda de seu pai; outro, da perda de uma taça de cristal e de um prato de porcelana que pertencera à sua vó. Neste, ela ainda falava da sua relação com as namoradas de seus filhos, ou seja, as famosas noras. Eu sou uma nora bem típica, daquelas que chamam a sogra de "tia" e tudo mais. Nem sei se minha sogra gosta tanto de mim, quanto Flávia gosta das dela, mas isso não é tão relevante agora. O que me impressionou, na realidade, foi a maneira com que Flávia descreveu cada uma de suas noras: com um amor extremamente perceptível.
Esses textos me fizeram lembrar da pessoa ímpar que ela é. Sou sua aluna pelo terceiro ano consecutivo e a admiro muito pelos valores que tem. Nem sempre concordo com seus comentários, mas cada um deles tem uma característica bem "Flávia Suassuna"; aquela criatura meio estabanada, como ela própria diz. Acho que ela tem bem desenvoldido o amor dentro de si, coisa que eu não tenho de maneira tão evoluída. É isso que me chama a atenção, como ela consegue descrever tudo de maneira tão amorosa, tão delicada; delicadeza que falta em tantos seres humanos. Por isso que as pessoas a admiram: vêem nela o que muitos não têm.
Enfim... o "Trança" me incentivou a criar meu blog, e aqui estou eu.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
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